quinta-feira, setembro 3, 2026

Filho de policial morto e ex-detento balearam lder do CV em VG

Filho de policial morto e ex-detento balearam lder do CV

 

O ex-presidiário Ronalth de Sousa Oliveira, de 23 anos, que está desaparecido desde o dia 25 deste mês em Várzea Grande, tinha uma dívida de drogas com o Comando Vermelho (CV). O empresário e ex-agente prisional Valderson Wilson Guimarães, que também desapareceu na mesma data, havia ido com Ronalth alguns dias antes para “pressionar” um disciplina do CV, e um dos dois atirou no criminoso, devido a essa dívida.

Não há informações sobre a identidade desse membro da facção. Conforme as informações do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, após a tal “prensa”, lideranças do Comando Vermelho se revoltaram e juraram morte a ambos.

A Polícia Civil investiga se o desaparecimento deles tem relação com essa situação. O carro de Valderson, que é conhecido como ‘Caverinha’, foi encontrado no sábado (26), abandonado, batido e com marcas de tiros no para-brisa no meio do mato nos fundos do bairro João Baracat, em Várzea Grande.

Não foram encontrados sinais de sangue no veículo ou no local. Valderson já trabalhou como agente prisional.

Segundo a Polícia Civil, Valderson – que é filho do policial civil João Osni Guimarães, conhecido como João Caveira, que faleceu em 2011 – foi comunicado às 10h da última quinta-feira (25) por uma irmã dele. De acordo com  PJC, Valderson possui uma empresa de segurança e estava morando na casa de sua mãe, no bairro Santa Isabel em Várzea Grande, quando recebeu uma ligação e saiu no carro adesivado de sua empresa, não sendo visto desde então.

Já o desaparecimento de Ronalth, morador do bairro Parque Paiaguás, foi comunicado foi registrado por volta das 11 horas. Segundo informações, ele estava na casa de sua mãe quando um rapaz – que seria Valderson – com roupa operacional e em um carro de segurança chegou no imóvel.

Eles passaram um tempo conversando na área e depois saíram juntos. Após isso, os familiares não tiveram mais notícias de Ronalth e o celular está desligado.

Ele já possui passagem pela polícia por tráfico de drogas e havia saído da cadeia poucos dias antes do desaparecimento. Os casos são investigados pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

FONTE: Folha Max

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