Wilson denuncia CV em todos os Poderes; Botelho cita atuao da PC em MT

 

Criador do campeonato Peladão Mato Grosso, – voltado ao futebol amador-, quando era prefeito de Cuiabá, o hoje deputado estadual Wilson Santos (PSD), comentou, pela primeira vez, a respeito da Operação Apito Final, deflagrada pela Polícia Civil no dia 2 deste mês para investigar membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) suspeitos de movimentarem R$ 65,9 milhões, tendo como líder do esquema o faccionado Paulo Witer Farias Paello, de 37 anos, o W. T. O criminoso, além de tesoureiro da facção, também é dono do time amador ‘Amigos do WT’, que era usado para lavar dinheiro da facção criminosa.

A operação foi deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro em torno operado por integrantes da organização criminosa em Cuiabá. Conforme as investigações, Paulo Witer usava o time de futebol amador, como forma de lavar dinheiro do crime organizado por meio da “lavagem do bem”, ou seja como forma de assistencialismo em bairros periféricos de Cuiabá.

Criador do campeonato, Wilson Santos denunciou que as facções criminosas, infelizmente, estão em todos os lugares, e no Peladão não seria diferente. “Tem crimes, tem partido, tem político, tem PM, tem tudo. Sou um parlamentar que tem reverberado que as facções criminosas estão no Legislativo, no Executivo, no Judiciário, nas forças de segurança, nas igrejas, nos centros espíritas, no esporte, isso é generalizado, não seria o Peladão que ficaria de fora disso”, disparou o parlamentar à imprensa nesta terça-feira (30).

O tesoureiro do Comando Vermelho foi preso, juntamente com o do centroavante do time, o jogador Alex Junior Santos Alencar, vulgo “Soldado”, em Maceió, capital de Alagoas, durante um torneio de futebol. A investigação, realizada ao longo de dois anos, apontou que o alvo principal, recentemente posto em liberdade, utilizava diversas pessoas – entre amigos, familiares e advogados que atuavam como ‘laranjas’ – para adquirir imóveis, comprar e vender carros e atuar na locação de veículos com o dinheiro das práticas criminosas.

Atualmente o campeonato amador leva o nome do presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (UB), que também é pré-candidato à prefeitura de Cuiabá. Questionado se isso não poderia atrapalhar na disputa eleitoral, o legislador negou e explicou que quem organiza um campeonato não faz um levantamento fiscal do jogador, apenas realiza a inscrição dos times.

“Não prejudica em nada porque não é problema dela, é problema de polícia. Não tenho ligação, porque quem está organizando não pode fazer esse papel, isso não mancha em nada. Quem cabe prender, tirar, é a polícia, cada um no seu quadrado, a federação organiza o campeonato. Já pensou se cada um agora pensasse em ser polícia? Vou prender ou excluir? Não, cada um faz seu papel”, esclareceu Botelho. 

FONTE: Folha Max

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