O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), declarou nesta segunda-feira (07) que o sistema sanitério brasileiro mostrou sua “robustez” durante o período de circulação do vírus da gripe aviária no país, este ano. Segundo o ministro, atualmente, dos mais de 160 países que comercializam o frango e os ovos do Brasil, apenas 9 estão mantendo a restrição de compra e destes, somente 6 possuem uma “expressão comercial”.
“Esse vírus circula pelo mundo há quase 30 anos – 20 anos já em granjas comerciais – e o Brasil foi o último dos grandes produtores de frango que ele adentrou em uma granja comercial. Uma hora ia acontecer, mas aí foi a oportunidade. Veja que o ciclo deste vírus é de 14 dias. Nós então estabelecemos um vazio sanitário de 28 dias, dois ciclos seguidos e conseguimos que nenhuma outra granja comercial fosse afetada, mostrando que o Brasil conseguiu bloquear o ciclo. [Ao todo] foram 17 mil animais abatidos”, apontou Fávaro que fez uma comparação com o número de animais abatidos nos Estados Unidos que, segundo ele, está em 170 milhões.
Assessoria
O ministro destacou ainda que o Brasil prestou contas à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que reconheceu o país como livre da gripe aviária em granjas comerciais.
“Com isso, nós então passamos a trabalhar a retirada das restrições comerciais. O Brasil, que vende frango e ovos para mais de 160 países, teve, no auge da crise, 34 países bloqueando o Brasil, desses 34, hoje, somente nove países estão restringindo a compra de carne de frango do Brasil. Dos nove, três não tem qualquer expressão comercial, portanto são só seis – e a gente quer nos próximos dias estabilizar e voltar a completa comercialização”, disse Fávaro.
Veja, abaixo, o vídeo do ministro falando sobre o a gripe aviária:
Animais abatidos em granja de MT
Em uma propriedade rural, em Campinápolis, cujos donos mantinham a criação de aves domésticas de subsistência, foi identificado a presença do vírus da gripe aviária. No local houve o abate de 600 aves e a destruição de 229 ovos.
Ainda em Campinápolis, houve a suspeita de que dois pacientes teriam se infectado com a doença, entretanto, foi descartada, após uma análise realizada pelo Instituto Adolf Lutz, em São Paulo, que resultou em negativo para o vírus.
De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) a suspeita é que aves marinhas tenham trazido o vírus para Mato Grosso, visto que, na propriedade há um lago em que essas aves possuem o contato direto com os animais da granja.
A propriedade rural está em vazio sanitário, sendo impedida, temporáriamente, de ter novas aves.
FONTE: RDNEWS
