O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não vai interromper as obras de mobilidade urbana na Avenida Fernando Corrêa da Costa, alvo de uma ação do Ministério Público do Estado (MPE) por conta da retirada de árvores remanescentes no local.
A obra não vai ser paralisada. Vamos continuar a obra e vamos justificar ao Ministério Público
A obra gerou repercussão após a derrubada de mais de 50 ipês. Na ocasião, o prefeito defendeu a intervenção, afirmando que ela é necessária para reduzir acidentes e melhorar o acesso de moradores da região, além de garantir que as árvores serão replantadas.
Segundo o prefeito, resta apenas uma árvore a ser removida para a conclusão da intervenção e a Prefeitura apresentará justificativa ao órgão.
“A obra não vai ser paralisada. Vamos continuar a obra e vamos justificar ao Ministério Público. Essa uma árvore que faltou é a próxima que precisamos remover para poder continuar a obra lá”, disse.
Abilio ainda ironizou a possibilidade de transplantar a árvore para evitar o corte.
“Se ele [MPE] quiser que a gente arranque metade da avenida para levar a árvore junto para algum canto, paramos o trânsito da Fernando Corrêa inteira durante uma semana, arranca a árvore de lá e faz a obra do mesmo jeito”, afirmou.
“E o pessoal que achar ruim vai reclamar no Ministério Público, no gabinete dos vereadores, porque eles que estão querendo que feche a avenida para arrancar uma árvore”, acrescentou.
A ação foi proposta pela 29ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, que pediu, em caráter liminar, a suspensão das autorizações para supressão de árvores e a paralisação da retirada das árvores ainda existentes na obra, localizada em frente à Copagás.
O MPE também cobra a adoção de critérios técnicos para poda e supressão arbórea e pede indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
Sem sentido
Questionado sobre a ausência do Plano Municipal de Arborização, apontada pelo Ministério Público na ação, Abilio afirmou que o projeto só será encaminhado à Câmara após a aprovação do novo Plano Diretor.
“Não faz sentido eu aprovar um plano de arborização antes do Plano Diretor. Vamos decidir qual o VLT usar antes de ter os trilhos? Não deu certo no passado, não vai dar certo agora. Vamos colocar as coisas nos trilhos e depois a gente compra os veículos”, completou.
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FONTE: MIDIA NEWS






