O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que as escolhas políticas do vereador Dilemário Alencar (União) Brasil o fizeram ser preterido na eleição para a Mesa Diretora da Câmara. Ex-líder do Executivo no Legislativo, o parlamentar foi, inclusive, excluído do grupo de WhatsApp mantido pelo gestor para debater estratégias de votação com os vereadores que integram a base de apoio do prefeito na Casa.
Reprodução
Dilemário Alencar e Abilio Brunini
Abilio destacou que mantém uma amizade com Dilemário desde 2016, quando o hoje prefeito foi eleito vereador. Ao lado dos então vereadores Diego Guimarães (Republicanos) e Felipe Wellaton, o quarteto foi a principal voz da oposição durante o primeiro mandato do prefeito Emanuel Pinheiro (PSD). “De lá pra cá a gente vem construindo um relacionamento. Mas construir relacionamento e amizade não significa aliança política”.
Como exemplo disso, o prefeito lembrou que em 2022, quando concorreu a uma das vagas na Cãmara dos Deputados, e acabou eleito, e em 2024, quando disputou o comando do município, ele não foi a primeira escolha do vereador. “Em 2024 ele foi candidato, no primeiro turno, no grupo do [deputado estadual Eduardo] Botelho. Em 2022 eu fui candidato a deputado federal e o candidato a deputado federal dele era o Fabio Garcia”.
Estas escolhas, assegurou o prefeito, não atrapalham uma relação de amizade que, ao menos para o gestor, permanecem inalteradas. “Sou amigo dele e vou continuar sendo amigo. Só que ele tem decisões políticas dele, que são dele. Se ele me chamar para comer uma pizza, irei com prazer, mas não confundo isso com a estratégia política dele”.
Dilemário e Abilio vivem um processo de distanciamento político. Em 2025, o vereador foi escolhido como líder do Executivo na Câmara. Ele deixou o posto em meio às negociações para a formação de chapa para a eleição da Mesa Diretora do Legislativo. Na última semana, após se abster de votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o parlamentar acabou excluído do grupo de WhatsApp.
Ao defender a medida, pontuando que a postura do vereador não se mostrou alinhada aos interesses do Executivo, Abilio ressaltou que a exclusão não é irreversível e nem afetou a amizade entre os dois. “Ele deixou de ser meu amigo por isso? Lógico que não. Não confundam amizade com a estratégia parlamentar”.
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FONTE: RDNEWS






