O irmão do engenheiro Daniel Bennemann Frasson, réu pelo feminicídio da esposa, Gleici Keli Geraldo, ocorrido em 2025, registrou um boletim de ocorrência no último domingo (6) contra o advogado da vítima, Rodrigo Pouso Miranda. A queixa foi motivada após o defensor compartilhar nas redes sociais vídeos do dia do crime, nos quais o engenheiro aparece sujo com o sangue da mulher.
A vítima foi morta com 21 facadas enquanto dormia e a filha do casal, de apenas 7 anos à época, também foi atacada e recebeu oito facadas.
Reprodução e captura de redes sociais/Montagem RDNews
À esquerda, o advogado Rodrigo Pouso; à direita, o réu Daniel Frasson ao lado da esposa assassinada, Gleici Keli Geraldo, e da filha do casal, que sobreviveu ao ataque
O familiar afirmou no registro que a publicação dos vídeos poderia violar o segredo de Justiça do processo e causar exposição indevida dos familiares do réu. “[Os familiares] temem que a exposição do conteúdo faça com que a população forme uma percepção negativa acerca da família e passe a se posicionar contra seus integrantes”, diz trecho do boletim.
Mais uma vez pelas redes sociais, o advogado tornou pública a versão descrita no boletim de ocorrência pelo irmão do acusado, que se apresentou como curador de Daniel, e debochou da iniciativa alegando que, mesmo que o processo corra em segredo de Justiça, os vídeos divulgados por ele não fazem parte do processo e pertencem às filhas da vítima.
Rodrigo afirmou que pretende divulgar mais vídeos em breve e que todo o material está sendo reservado para ser apresentado aos jurados durante o possível julgamento no Tribunal do Júri.
O crime
Gleici Keli e a filha de 7 anos estavam dormindo quando foram atacadas a facadas, no dia 23 de junho. A Guarda Municipal foi a primeira equipe a chegar ao local e se deparou com Daniel sentado no corredor que liga a cozinha aos quartos. Ele estava com sangramento intenso na região do tórax, aparentando estar em estado de choque, e foi detido no local, sendo encaminhado a uma unidade médica em seguida.
Gleici estava deitada na cama, já morta. A mulher estava com 21 perfurações no tórax e pescoço. A criança já tinha sido socorrida em estado grave e encaminhada ao hospital. Ela estava com 8 perfurações pelo corpo e foi encaminhada para o hospital em estado grave.
A menina precisou ser transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Cuiabá, e ficou 23 dias internada até receber alta.
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FONTE: RDNEWS







