segunda-feira, agosto 10, 2026

Mauro repete receita de Dante de 2002, mas com mais atritos, avalia Wilson – vídeo | Rdnews

Mauro repete receita de Dante de 2002, mas com mais

Rodinei Crescêncio/Rdnews

 Deputado estadual Wilson santos (PSD) foi filiado ao PSDB por duas décadas

Professor de História, o deputado estadual Wilson Santos (PSD), que esteve nas fileiras do PSDB por mais de duas décadas, avalia que o ex-governador Mauro Mendes (UB), ao montar a “chapa dos sonhos”, segue uma receita semelhante à adotada por Dante de Oliveira em 2002. Para Wilson, porém, há uma diferença importante entre os dois cenários: o atual volume de embates com antigos aliados.

“São cenários diferentes, mas também guardam semelhanças. Nesse momento, o Mauro tem mais atritos do que o Dante. O Mauro não consegue unir sequer o partido dele”, ressaltou Wilson durante visita à sede do , onde concedeu entrevistas ao portal e ao Rdtv Cast.

Em 2002, Dante deixou o Governo para disputar o Senado. À época, sua eleição era considerada praticamente certa, mas o ex-governador acabou derrotado nas urnas.

Filiado ao PSDB, o homem das Diretas Já costurou uma aliança entre tucanos e peemedebistas que lançou Antero Paes de Barros ao Governo e Dante ao Senado. Na disputa pelo Senado, Dante recebeu 439.798 votos (19,83%) e terminou em terceiro lugar, atrás de Jonas Pinheiro, que obteve 27,64%, e Serys Slhessarenko, com 25,95%. Na corrida ao Palácio Paiaguás, a vitória ficou com Blairo Maggi (PPS), eleito ainda no primeiro turno.

“Ele [Dante] montou a chapa que ele quis. Era Dante senador, Avalone primeiro suplente, Eraí Maggi segundo suplente. Isolou vários setores do partido, da coligação, mas não foi só isso. É como um avião: dizem que o avião não cai só por um motivo, tem que ter um conjunto de problemas. Isso foi um deles. Ao compor uma chapa estreita, o Dante acabou perdendo a oportunidade de alargar essa chapa, de atrair novos partidos, novos grupos políticos. Ficou ali embretado. Parece que o Mauro também está fazendo uma chapa exclusivamente do seu desejo”, opina.

Na avaliação de Wilson, a estratégia de Mauro guarda semelhança com a de Dante justamente pela tentativa de construir uma chapa a partir de nomes de sua confiança.

Mauro é apontado como mentor da chapa encabeçada por seu ex-vice, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscará a reeleição. Para a disputa ao Senado, Mauro escalou Cidinho dos Santos (PP), de quem é próximo.

Questionado se a história pode se repetir, Wilson avalia que não, embora reconheça semelhanças entre os dois momentos. Para o deputado, os atritos internos com a Família Campos — que declarou apoio ao projeto de Wellington Fagundes (PL) ao Governo e Janaina Riva (MDB) ao Senado — são um complicador adicional para o grupo de Mauro.

“Mauro também perdeu os servidores nessa caminhada, perdeu o segmento da pesca profissional, da pesca artesanal, perdeu uma parcela importante do comércio ao retirar o comércio do Prodeic. Há um conjunto de atritos que o Dante não tinha e que o Mauro tem”, ressalta.

Disputa ao Governo

Sobre os impactos desses atritos na candidatura de Pivetta, Wilson entende que o governador tende a passar à margem das divergências e explorar o perfil de gestor construído à frente de Lucas do Rio Verde e, posteriormente, no comando do Governo do Estado. “É um empresário bem-sucedido e eu acho que ele vai trabalhar muito nos debates, na propaganda, esse perfil gestor, esse perfil administrador público, bem-sucedido na vida privada e bem-sucedido na vida pública. Esse vai ser o mote da campanha dele”, opina.

Wilson avalia ainda que a disputa pelo Palácio Paiaguás tende a ser uma das mais acirradas da história, com possibilidade real de segundo turno.

Além de Pivetta e Wellington, que atualmente polarizam a disputa, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) se apresenta como terceira via.

Correligionário de Natasha, Wilson acredita que a médica tem potencial de crescimento e pode contribuir para “embolar” a disputa pelo Governo.

“Ela se preparou para esse embate, ela está numa ala que tem, no mínimo, um terço dos votos e isso pode levá-la com tranquilidade ao segundo turno, e ela vai crescer muito. Pode ter certeza que a Natasha é um nome novo, mas não é um novo qualquer, é um novo com qualidade”, finaliza.

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FONTE: RDNEWS

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