Pivetta lembra Ararath e prev inocncia de Mauro: ‘vamos ver isso novamente’ | FOLHAMAX

 

Após sofrer três baixas bos últimos dias, a saída de Fábio Garcia (União) da chapa ao Governo de Mato Grosso e a renúncia de Mauro Carvalho ao comando da Casa Civil, e também do prorcurador geral Francisco Lopes, o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) saiu em defesa dos aliados e afirmou que a Operação Heritage, da Polícia Federal, tem um “componente político muito forte”. A ação foi deflagrada apenas dois dias depois da convenção que oficializou sua candidatura.

Sem atacar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Pivetta disse estranhar o momento da operação e afirmou acreditar que Fábio Garcia e Mauro Carvalho vão provar que são inocentes. “Eu considero que tem um componente político muito forte, senão não seria exatamente dois dias depois das nossas convenção. Tem um componente político, mas questionar a decisão judicial é muito ruim. Então, eu já falei o que eu penso sobre os meus companheiros que deixaram o Governo. Tenho muita confiança que eles vão ter oportunidade de se defender e vão mostrar muito em breve que não devem nada nessa história”, declarou. 

A crise provocada pela operação também mexeu na estrutura do governo. Questionado se faria novas mudanças na equipe após a saída de Mauro Carvalho da Casa Civil, Pivetta descartou alterações.

Adjaime Ramos, atual secretário-adjunto de Relações com os Municípios, assumirá o comando da Casa Civil de Mato Grosso após a saída de Mauro Carvalho. “Não. Por ora, já foi mexido o suficiente. Por ora, vamos manter os serviços, vamos manter o estado no rumo certo. É isso que nós precisamos fazer”, informou.

O governador ainda estranhou a divulgação antecipada da operação por adversários políticos. “Olha, tem muita especulação aí, né? Não tem ninguém preso. E o que é curioso e estranho é os adversários anunciarem isso, como anunciaram essa que aconteceu. Então, fica uma dúvida no ar. Será que isso é realmente o momento para fazer? Fica uma dúvida. Mas vamos em frente, vamos seguir em frente”, questiona Pivetta. 

NA PELE

Ao defender os aliados, Pivetta recorreu ao passado e comparou a Heritage com a Operação Ararath, que atingiu o então prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, em 2014. Na ocasião, Mendes foi alvo de busca e apreensão.

O então prefeito de Cuaibá a época sofreu prejuízos financeiros e teve as empresas levadas à recuperação judicial. Em 2017, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal concluíram que não havia provas contra ele e o caso acabou arquivado pela Justiça.

Pivetta lembrou que passou por situação semelhante a Mauro no Caso Cooperlucas. “Eu já fui vítima de uma acusação que provei minha inocência. Infelizmente, na vida pública, a gente é primeiro, é condenado mesmo não tendo culpa. Mauro Mendes em 2014 sofreu uma operação parecida com essa e depois foi inocentado. Então, eu acredito que vamos presenciar e vamos assistir isso novamente, a qualquer segundo”, profetizou. 

A Operação Heritage foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF. Entre as medidas impostas aos investigados, Mauro Mendes e Fábio Garcia tiveram os passaportes apreendidos, estão proibidos de deixar o Brasil e de manter contato entre si, além de terem bens bloqueados até o limite de R$ 316 milhões. O inquérito apura supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e uso de informação privilegiada.

Os investigados negam qualquer irregularidade. Mauro Mendes sustenta que a investigação tem motivação política, afirma que o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi foi legal, passou pelos órgãos de controle e pela Justiça e diz que provará sua inocência.

FONTE: Folha Max

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