Cinco empresas e três pessoas foram os alvos do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco) durante a deflagração da terceira fase da Operação Safra Desviada, nesta quinta-feira (13). Um dos suspeitos que tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos pelos agentes é o empresário e campeão de pôquer, Leandro Zavodini, que também é investigado por furto de energia em outra operação.
Os alvos ainda foram as empresas Agrícola Faccio Ltda., Faccio Transportadora Ltda., Agropecuária Catarinense Ltda., Faccio Participações Ltda., Agrícola Maripá Ltda. e a Sagel Comércio de Cereais Ltda., juntamente com Pedro Sutilli, Simone Marquetti e Leandro Zavodini. Este último, inclusive, já foi alvo da Operação Ignis Justiça, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, chegando a ser preso em um hotel de luxo em São Paulo, quando participava de um torneio de pôquer.
Leandro Zavodini ficou conhecido nacionalmente após ganhar o maior prêmio do Brasil na modalidade, em 2024, de R$ 3,5 milhões. O empresário, quando foi alvo da Operação Ignis Justiça, era suspeito de cometer crimes como furto de energia, corrupção, estelionato (adulteração do sistema de medidor), fraude processual e corrupção, envolvendo três de suas empresas. À ocasião, após sua prisão, ele foi solto ao pagar uma fiança de R$ 1 milhão.
Na operação deflagrada nesta quinta-feira, o Gaeco investiga o suposto desvio de cargas de grãos pertencentes ao Grupo Lermen e o prejuízo que resultou no bloqueio de mais de R$ 120 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados. Os investigados teriam utilizado os cargos e funções que ocupavam nas empresas envolvidas para facilitar a prática dos desvios.
A investigação é um desdobramento da Operação Safra Desviada, que apura a atuação de um grupo que teria operado um esquema sistemático de desvio de soja, milho e algodão, com manipulação de registros internos de estoque e transporte, além de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos envolvidos. A apuração apontou ainda o uso de empresas para dissimular valores e fragmentar operações financeiras, com indícios de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. À ocasião, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de 56 alvos, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões, além do sequestro de mais de 70 veículos, entre caminhões, carretas e automóveis.
ALVOS
Agrícola Faccio Ltda,
Faccio Transportadora Ltda.
Agropecuária Catarinense Ltda
Faccio Participações Ltda
Agrícola Maripá Ltda
Sagel Comércio de Cereais Ltda
Pedro Sutilli
Simone Marquetti
Leandro Zavodini
FONTE: Folha Max






