quinta-feira, agosto 20, 2026

Natasha critica custo do quilômetro pavimentado em MT e leva invertida de Pivetta; veja vídeo | Rdnews

Natasha critica custo do quilômetro pavimentado em MT e leva

O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu a médica Natasha Slhessarenko (PSD) após ela acusar o alto custo por quilômetro pavimentado de rodovias em Mato Grosso. Em resposta, Pivetta reconheceu que existem eventuais problemas de execução, mas que o que custo à qual a adversária se refere está dentro dos padrões aceitáveis. Assim, mirou no Governo Federal e o Partido dos Trabalhadores (PT) para culpar o suposto baixo investimento em rodovias no estado.

O embate ocorreu durante sabatina promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) entre candidatos ao Governo do Estado na tarde desta quinta-feira (20). O segundo bloco do “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso”, idealizado para promover uma conversa entre produtores rurais e candidatos, tratou sobre o tema “Infraestrutura”.

A primeira pergunta formulada pela Aprosoja-MT foi: “Como pretende compatibilizar a cobrança do Fethab com a expansão das concessões rodoviárias de modo a evitar uma sobreposição desproporcional de custos ao produtor?”

O candidato Maurício Coelho (Mobiliza) reconheceu que a sociedade está com a “corda no pescoço” e pontuou que a sua missão é reduzir impostos, sinalizando que pretende atuar para a criação de um crédito de ICMS no diesel para o produtor e reduzir custos, caso seja eleito. Já Natasha apontou que a cobrança de pedágio sobre estradas construídas e melhorias pelo Estado precisam de um preço justo quando repassadas à empresas. Coelho então voltou ao Fethab, alegando que ninguém nunca consguiu acabar com a cobrança e, quando fez, afetou outra gestão – recado indireto para o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que não renovou o Fethab II.

Gláucio Nogueira

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 Os candidatos Rafael Millas, Natasha Slhessarenko e Wellington Fagundes 

Na sequência, veio a segunda pergunta: “Como pretende atuar para acelerar a implantação da Ferrogrão?”

O candidato Rafael Millas (Missão) reconheceu que o governador não tem capacidade para destravar uma ferrovia, mas defendeu maior empenho em Brasília. Ao fazer um comentário, o senador e candidato Wellington Fagundes (PL) citou a mobilização feita pela Frente Parlamentar em Brasília. Para Millas, Wellington não deu soluções durante seu tempo de atuação no Congresso, citando os vários mandatos do político e enfatizando que, para o progresso, precisa de “inteligência e boa vontade”.

O terceiro questionamento veio em seguida: “Como pretende apoiar os municípios na manutenção e melhoria das estradas municipais e vicinais?”

Natasha ressaltou que Mato Grosso, como polo exportador, precisa fortalecer as vias de escoação com suporte de maquinário e recursos aos municípios. Aproveitando a oportunidade, detonou a gestão Mauro Mendes (União) e Pivetta pelo “esfarelamento” de asfalto em Mato Grosso. Pivetta defendeu que, na sua gestão, caso reeleito, vai pavimentar mais de 1.000 km por ano, sendo necessário ter um governador com capacidade. Em tom mais ácido, Natasha citou supostos casos de corrupção envolvendo a BR-163 e Banco Master.

O quinto questionamento foi: “Que papel o Governo de Mato Grosso pode desempenhar para estimular investimentos em armazenagem nas propriedades?”

Neste cenário, Wellington defendeu parceria com o Governo Federal e agentes externos para financiamento de programas de armazenagem, citando, por exemplo, possível parceria com a Arábia Saudita. Armazenagem não é luxo, conforme definiu Wellington, ao avaliar que o produtor que consegue estocar a produção, consegue obter lucro por mais tempo em caso de problemas externos. Essa visão foi endossada pelo Sargento Laudicério (Agir).

O encerramento do bloco foi com a seguinte questão: “Quais critérios pretende utilizar para definir as prioridades de investimento em infraestrutura?”

Pivetta apontou que vai traçar um plano diretor rodoviário, com 4 mil km de pavimentação e a “concessão caipira” de 5 mil km, para pedágio de baixo custo e conservação das estradas já pavimentadas – Mato Grosso possui 18 mil km a pavimentar. Pivetta ainda rebateu a candidata Natasha, alegando que o custo atual é R$ 1,7 milhão por quilômetro pavimentado e que todos problemas que aparecem estão sendo cobrados das empresas responsáveis.

Sabatina da Aprosoja-MT

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Beber, defendeu o evento idealizado pela entidade, salientando a importância de estabelecer um diáologo com os candidatos ao Governo para que eles pudessem apresentar propostas ao setor e também serem sabatinados. Ao fim do encontro, eles irão receber uma carta sobre as principais demandas do setor agropecuário.

“Evento isento, apartidário e que traz a igualdade para todos os candidatos, respeitando as normas e política da lei eleitoral do nosso país”, disse ele, argumentando que pesquisas eleitorais não foram levadas em consideração para o convite.

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FONTE: RDNEWS

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