
Cerca de três meses após ter sido detida, a influenciadora Deolane Bezerra segue sendo investigada por lavagem de dinheiro. A possibilidade de sua soltura chegou a ser avaliada em uma revisão automática da prisão preventiva, mas a Justiça determinou que ela continuará na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, Deolane é um dos braços financeiros do PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das maiores facções criminosas do Brasil, e, por isso, deve continuar detida, assim como os demais réus da Operação Vérnix.
O argumento de que ela deve continuar presa foi apresentado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que afirmou que o uso de medidas como tornozeleira eletrônica seria insuficiente para garantir a ordem pública.
Deolane é apontada pelo Ministério Público como a principal integrante do núcleo financeiro da organização criminosa, dividida em três grupos: decisório, operacional e financeiro. Acredita-se que a influenciadora tenha usado contas bancárias próprias e de empresas para ocultar e movimentar valores de origem ilícita.
Já no núcleo decisório, estariam o chefe do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, e seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
Durante a análise da soltura, a Justiça analisou provas coletadas durante investigações e concordou com os riscos da liberdade provisória da investigada, optando por mantê-la na prisão por tempo indeterminado.
Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo já havia negado, por unanimidade, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane.
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FONTE: ARAGUAIA IN FOCO







