quarta-feira, agosto 26, 2026

Foragida, funcionria de concessionria girou R$ 12 milhes num ano em MT | FOLHAMAX

Foragida, funcionria de concessionria girou R$ 12 milhes num ano

 

Informações apuradas pelo FOLHAMAX dão conta de que a funcionária Vitória Sara Bezerra Lupatini que foi alvo da Operação “Pátio Paralelo”, nesta quarta-feira (24) movimentou um valor aproximado de R$ 12 milhões entre maio do ano passado e julho deste ano. Ela é investigada por ser mentora de um grupo criminoso investigado por envolvimento em um esquema de desvio de veículos, fraudes em negociações comerciais, associação criminosa e lavagem de capitais.

Segundo as investigações, o grupo movimentou aproximadamente R$ 50 milhões em apenas um ano.  De acordo com as informações apuradas, Vitória atuava especialmente na captação de clientes, condução das negociações, recebimento de veículos, direcionamento de pagamentos e movimentação dos recursos.

Apesar do grupo ter movimentado R$ 50 milhões em um ano, apenas Vitória movimentou entre as contas pessoais e jurídicas, cerca de R$ 12 milhões. Até esta manhã, a mulher é considerada foragida.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Municipal de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato e Lavagem de Dinheiro, e teve início após a identificação de inconsistências financeiras e comerciais relacionadas a operações realizadas no âmbito de uma concessionária no município. De acordo com a investigação, o grupo teria se aproveitado da estrutura e da credibilidade da concessionária, para captar clientes por cerca de um ano.

Além da vítima principal, a concessionária, a apuração identificou, até o momento, entre 15 e 20 potenciais clientes vítimas, com prejuízo diretamente identificado superior a R$ 2 milhões, valor que poderá aumentar com o avanço das diligências e a identificação de novas vítimas. Os suspeitos recebiam os veículos usados como parte do pagamento da compra de novos veículos pelos clientes, desviavam esses carros para outras garagens relacionadas ao grupo e não abatiam do valor da entrada, como acordado na negociação.

O grupo também desviava valores pagos pelos clientes para contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas vinculadas aos investigados. Os investigados teriam utilizado contas bancárias próprias, de terceiros e de pessoas jurídicas para receber e movimentar os valores decorrentes das operações fraudulentas, além de empresas utilizadas, em tese, para conferir aparência de legalidade aos recursos.

Para a deflagração da operação, foram expedidas mais de 20 ordens judiciais, sendo um mandado de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão, nove ordens de afastamento de sigilo bancário e cinco ordens de bloqueio de ativos financeiros, além das demais medidas cautelares patrimoniais determinadas judicialmente. As ordens judiciais autorizam a apreensão de celulares, computadores, notebooks, tablets, HDs, pendrives, cartões de memória, documentos, contratos, comprovantes de transferências, registros financeiros, veículos e outros elementos relacionados aos fatos investigados.

A Justiça autorizou ainda o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático, permitindo a reconstrução do fluxo financeiro, a identificação da origem e destino dos recursos, bem como a obtenção de registros relacionados às comunicações e aos dispositivos utilizados pelos investigados. Como medidas de natureza patrimonial, foram determinados o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de bens e a indisponibilidade patrimonial até o limite de R$ 2 milhões, além do sequestro de veículos eventualmente localizados durante o cumprimento das buscas quando houver elementos indicando sua vinculação com as infrações investigadas.

FONTE: Folha Max

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