quarta-feira, setembro 2, 2026

Justia procura Virginia para notific-la sobre ao do MP | FOLHAMAX

Justia procura Virginia para notific-la sobre ao do MP |

 

A Justiça do Distrito Federal está à procura da influenciadora Virginia Fonseca para notificá-la sobre o processo movido pelo MPDFT (Ministério Público do DF) contra ela. O órgão pede que a influenciadora pague indenização por dano coletivo no valor de R$ 120 milhões.

As tentativas frustradas foram em 30 de julho e 30 de agosto, no último domingo, quando os Correios foram até uma casa registrada em nome de Virginia, em Goiânia (GO), mas ela não foi encontrada.

Com a não localização da influenciadora, o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) deve publicar a notificação em forma de edital público, o que é válido no Brasil no âmbito processual.

O MPDFT processou Virginia e a plataforma Blaze por publicidade enganosa relacionada a apostas esportivas. Na semana passada, depois do início da ação, a influenciadora encerrou o contrato que tinha com a empresa.

 

A Promotoria pede indenização de R$ 120 milhões de dano coletivo e pediu que ela apagasse os posts sobre pedido de apostas durante a Copa do Mundo. A Justiça negou no primeiro momento, mas avaliou o recurso do MP e determinou a remoção dos vídeos no instagram de Virginia, que soma mais de 53 milhões de seguidores.

Sobre a não localização, a defesa da influenciadora respondeu à CNN Brasil que Virginia Fonseca “encontra-se em viagem fora do país, circunstância amplamente divulgada em suas redes sociais. Sua ausência temporária do endereço residencial é, portanto, pública e conhecida, não havendo qualquer tentativa de ocultação ou de se furtar ao processo judicial.”

Já no mês passado, sua equipe disse que a responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora.

Além disso, a equipe de Virginia enviou uma nota nesta manhã em que afirma que são necessários alguns esclarecimentos.

O comunicado diz que a primeira tentativa de citação não foi realizada no endereço de referência da empresária. Segundo a nota, na segunda tentativa, já direcionada ao endereço correto, Virginia não se encontrava no local em razão da mencionada viagem.

De acordo com o posicionamento, a pessoa que se encontrava no endereço se dispôs a receber a correspondência, mas a entrega não foi efetivada.

Ainda segundo a nota, em 31 de agosto de 2026, a defesa de Virginia Fonseca compareceu espontaneamente aos autos e apresentou manifestação expressa dando-a por citada, com o consequente início do prazo legal para apresentação de sua defesa.

A equipe da influenciadora afirma que “a partir desse momento, qualquer discussão sobre sua localização para fins de citação tornou-se definitivamente superada no processo”.

Blaze nega ilegalidades

No processo, a casa de apostas respondeu ao MPDFT em 75 páginas e nega ilegalidades. “A documentação que será apresentada evidencia controles compatíveis com esse regime e com o padrão regulatório exigido das demais operadoras autorizadas”, apontam os advogados.

A empresa diz que a ação do MP “já se mostrou falaciosa e não condizente com a efetiva relação contratual mantida entre as Requeridas”. E que “por essas razões, a existência de perdas entre apostadores não constitui, por si, prova de ilicitude, e sim consequência inerente ao contrato que o legislador expressamente autorizou”.

Esse apontamento é sobre a cláusula onde o MP diz que a influenciadora ganhava quando seus seguidores perdiam dinheiro, também gerando lucro à Blaze.

A plataforma pede a rejeição do pedido de dano moral coletivo, “por ausência de lesão grave, injusta e intolerável a valores comunitários, e por impropriedade do critério de arbitramento eleito.”

FONTE: Folha Max

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