Os deputados federais de Mato Grosso gastaram mais de R$ 2 milhões em cotas parlamentares neste ano, além de terem apresentado 113 projetos de lei na Câmara dos Deputados. O número de matérias protocoladas, no entanto, mascara a baixa produtividade da maioria dos parlamentares, já que 66% do total de projetos foram propostos por um único deputado. Fora o salário de R$ 46.366,19, que podem sofrer alterações mediante a presença dos parlamentares nas sessões do Plenário, os gastos com a cota parlamentar incluem uma série de despesas.
Neste ano, de janeiro a agosto, a bancada gastou R$ 2.044.859,57 com manutenção do escritório, passagens aéreas, combustíveis, serviços de segurança, divulgação da atividade parlamentar, entre outras despesas. No levantamento, o Jornal considerou os valores gastos pelos oito deputados federais, além de Gisela Simona (União), enquanto esteve como suplente de Fábio Garcia, de janeiro a março.
Com R$ 338.200,96 mil gastos, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL) foi o parlamentar que mais usou recursos da cota, sendo abril o mês em que mais registrou gastos, cerca de R$ 56,3 mil, com serviço de táxi, alimentação, hospedagem, divulgação de atividade parlamentar, entre outras despesas.
Em seguida, vem Nelson Barbudo (Pode), que computou mais de R$ 308 mil neste ano. Só em maio, foram quase R$ 100 mil usados, principalmente para divulgação de atividade parlamentar. Com os menores valores, mas no mesmo mandato, Fábio e Gisela totalizam R$ 271 mil nas despesas.
Alimentação, hospedagem, participação em cursos e complementação de auxílio-moradia também estão incluídos na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). Com R$ 56,1 mil gastos, o quarto maior valor, não consta as despesas de agosto do deputado Juarez Costa (Republicanos) no sistema da Câmara.
Com relação aos projetos, o deputado José Medeiros (PL) lidera no número de matérias apresentadas, chegando a 75, cuja maioria aguarda designação da relatoria na Câmara. Embora alguns textos sejam de cunho simbólico, temas ligados à administração pública e direitos humanos são os mais abordados. Depois aparece Coronel Assis (PL), que apresentou 12 projetos de lei neste ano, voltados principalmente para direitos humanos e segurança, pauta principal de seu mandato.
Já Gisela, com 10 matérias ao longo de três meses no cargo, focou em projetos voltados ao consumidor e ao combate à violência contra a mulher. Os demais deputados têm entre 5 e apenas 1 projeto protocolado em 2026. Zaeli e Nelson, os que mais usaram valores das cotas, também foram os que menos apresentaram matérias. Com exceção de Medeiros, todos os sete buscam reeleição.
Além da cota parlamentar, os deputados também têm direito aos valores de verba de gabinete, com cada um podendo gastar até R$ 165.806,07 por mês para os secretários, cujo limite é de 25. Os funcionários podem tanto atuar na capital federal quanto no estado em que atua o deputado.
FONTE: Folha Max
