O presidente estadual do Novo, Rafael Iacovacci, admitiu, nesta quarta-feira (23), que candidatos da sigla enfrentam problemas com o atraso no repasse de recursos financeiros previstos na aliança com o PL. Ele negou, entretanto, que o partido cogite romper com o candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL).
Se nós fizemos uma coligação, não é uma coligação por conveniência
Segundo o dirigente, o PL havia prometido repassar entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões, mas apenas metade do valor foi transferida até o momento. A expectativa, conforme Iacovacci, é que a situação seja regularizada até a próxima segunda-feira (28).
“Se nós fizemos uma coligação, não é uma coligação por conveniência. Houve ali um atraso, principalmente dos repasses em material gráfico. Nós fizemos uma reunião semana passada, o presidente Ananias Filho pôde participar, com boa parte dos candidatos, e ficou ali acordado que começaria a regularizar a partir de sexta, bem provável segunda”, disse em coletiva de imprensa.
“Não concretizou 100% os repasses, mas está em andamento. O valor [prometido pelo PL] estava girando em torno de R$ 2 milhões a R$ 2,5 milhões, e só metade disso foi repassado”, completou.
Conforme revelado pelo MidiaNews, um grupo de candidatos do Novo se reuniu para manifestar insatisfação com a situação e chegou a ameaçar romper com a aliança com o PL.
Iacovacci, porém, negou que os candidatos serão liberados para seguir de forma independente na eleição. Segundo ele, apenas dois dos 34 candidatos fizeram esse pedido, ambos antes mesmo da formalização da aliança. O dirigente afirmou ainda que o foco do partido continua sendo a eleição de Wellington Fagundes e de seu candidato a vice, Reinaldo Morais, o Rei do Porco (Novo).
“Sobre candidatos pedirem independência na disputa, nós tivemos, de 34 pessoas, apenas dois que pediram, sendo que tinham avisado até com uma certa antecedência, até mesmo antes da coligação”, afirmou.
Negou boicote
À reportagem, candidatos relataram deslealdade e até um suposto boicote do PL à chapa do Novo. Iacovacci, entretanto, negou qualquer movimento nesse sentido ou uma debandada da chapa proporcional em razão do atraso nos repasses de campanha.
O presidente da sigla afirmou que as reclamações foram pontuais e partiram de uma minoria dos candidatos, sobretudo daqueles que fazem campanha no interior do Estado e se sentiram mais distantes da coordenação central.
“Você não consegue agradar 100%. Quando eu falo uma minoria, é uma minoria mesmo, que ficaram mais inflamados por certas situações, principalmente os que estão mais distantes daqui [Cuiabá]. Às vezes não se sentem tão amparados e bate o desespero. Nós tivemos alguns imprevistos, mas a gente tentou contornar da melhor forma”, disse.
Iacovacci reiterou ainda que o Novo não cogita expulsar nenhum filiado em razão das divergências.
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FONTE: MIDIA NEWS
