O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou neste domingo (4/10) que o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) cometeu uma irregularidade que pode caracterizar crime ao entrar com o celular na cabine de votação, em Araxá, no Alto Paranaíba. O caso será apurado pela Justiça Eleitoral.
“Isso é irregular e caracteriza crime. Isso pode, inclusive, gerar pena de detenção”, afirmou Braga durante entrevista coletiva em Belo Horizonte.
Zema foi flagrado com o aparelho na mão enquanto votava, por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro de Araxá. A Justiça Eleitoral proíbe que eleitores entrem na cabine de votação portando celulares ou outros equipamentos eletrônicos.
Segundo o presidente do TRE-MG, houve uma “sucessão de equívocos” no episódio. O magistrado afirmou que os mesários foram orientados previamente sobre a proibição e que a situação envolvendo o candidato deverá ser apurada.
Mais cedo, Zema afirmou que ninguém o alertou para deixar o aparelho antes de entrar na cabine. Segundo o candidato, caso tivesse sido avisado, teria entregado o celular.
“Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase que como se fosse um dedo. E ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente”, declarou.
O candidato negou ter usado o aparelho para fotografar o voto e disse que levou sua “colinha” eleitoral em papel. “Não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo”, afirmou.
Zema acrescentou que, se tivesse sido alertado pelos mesários, teria deixado o equipamento antes de votar. “Levei [a colinha] no papel. Então, se tivesse me alertado, entregava na hora”.
FONTE: Folha Max





