sexta-feira, outubro 23, 2026

Senador admite saída de bolsonaristas do PL para criar novo partido: ‘Ou muda ou a gente muda’ | Rdnews

Senador admite saída de bolsonaristas do PL para criar novo

O senador eleito José Medeiros (PL) não descarta uma saída em massa de bolsonaristas do Partido Liberal para a criação de uma nova legenda, possibilidade que já chegou a ser cogitada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Medeiros, a decisão dependerá do próprio capitão.

“Não é a gente que está insatisfeito com o Valdemar [Costa Neto, presidente nacional do PL], eu acho que parece que a gente [bolsonaristas] não foi bem recebido. Eu acho que é uma insatisfação do PL com esse público do Bolsonaro. Em que pese a gente trazer recursos, mas a sensação que a gente tem é que a gente serve para encher o cofre do partido e só”, reclamou Medeiros, um dos dissidentes do PL em Mato Grosso por discordar dos rumos da aliança da sigla com o MDB no estado.

Reprodução

 Logo após sair do PSL, Jair Bolsonaro tentou efetivar a criação de um novo partido, a Aliança pelo Brasil

Apesar do racha interno, Medeiros foi eleito senador e o PL elegeu a maior bancada federal de Mato Grosso, com três deputados: Coronel Fernanda, Coronel Assis e Thiago Boava. A sigla também conquistou quatro cadeiras na Assembleia Legislativa: Gilberto Cattani e Faissal Calil, reeleitos, além de Samantha Iris e Alcino Barcellos, que estrearão no Legislativo estadual.

Entre as insatisfações, o senador eleito aponta a falta de uma divisão justa dos recursos do fundo partidário e o descumprimento de planos inicialmente definidos por Jair Bolsonaro. Medeiros avalia que, em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República e de soltura do ex-presidente, o PL poderá passar por uma reorganização interna ou enfrentar a saída de parte dos bolsonaristas.

“Nós somos um material de segunda, há um preconceito muito forte contra a gente. A gente sente isso”, desabafou.

Na avaliação de Medeiros, Bolsonaro deverá tentar reorganizar o partido antes de uma eventual ruptura. Caso não consiga promover mudanças, a criação de uma nova legenda poderá entrar no horizonte dos aliados do ex-presidente.

“Hoje nós temos maioria no Senado, as coisas vão caminhando. E eu creio que o caminho é a gente ser aceito mesmo no PL — porque nós somos aceitos de direito do PL, mas nós não somos aceitos de fato. Então, ou muda ou a gente muda”, afirmou.

Diretório de MT

Questionado sobre uma possível mudança no comando do PL em Mato Grosso, atualmente presidido por Ananias Filho, Medeiros defendeu que a reformulação não se restrinja ao diretório estadual. Para ele, Ananias apenas cumpriu orientações da direção nacional, e uma eventual mudança precisa atingir a estrutura partidária como um todo.

“Isso passa por uma remodelação total”, afirmou.

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FONTE: RDNEWS

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