O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito na noite deste domingo (25) para um quarto mandato, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026.
Com 99,32% das urnas apuradas, Lula recebeu 51,75% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,25%. O petista teve mais de 63 milhões de votos, enquanto Flávio teve 59 milhões.
A disputa foi considerada a mais acirrada da história do país desde a redemocratização.
No primeiro turno, Lula recebeu 53.879.538 votos, o equivalente a 45,16% dos votos válidos. Flávio terminou a primeira etapa da disputa na liderança, com 56.104.268 votos, correspondentes a 47,03% dos válidos.
Esta é a primeira vez que um candidato que terminou o primeiro turno atrás do adversário consegue reverter o resultado e vencer a disputa presidencial no segundo turno.
Lula votou pela manhã em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, acompanhado da primeira-dama, Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de aliados políticos.
Antes de votar, o presidente agradeceu aos apoiadores e destacou a mobilização registrada durante a campanha.
A campanha
A campanha de Lula foi marcada pela mobilização de apoiadores nas ruas das capitais brasileiras, pela ampliação da presença nas redes sociais e pela divulgação de medidas econômicas e sociais. Na reta final, o presidente intensificou os atos públicos e adotou um discurso mais direto contra o adversário.
A estratégia também ampliou o uso de vídeos curtos, transmissões ao vivo e mensagens direcionadas aos apoiadores.
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), ultrapassou 10 milhões de participantes na reta final, tornando-se um dos instrumentos de mobilização da militância petista.
A campanha incluiu ainda a apresentação de propostas e medidas voltadas às áreas econômica e social.
Entre os temas abordados estiveram o fim da escala de trabalho 6×1, um programa de renegociação de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs), a ampliação do Pé-de-Meia e a proposta de gratuidade no transporte público aos fins de semana.
FONTE: MIDIA NEWS







