O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
O [Jair] Bolsonaro também não deve nada e está preso
Para Abilio, Flávio poderia ser alvo de “perseguição política” caso permanecesse no Brasil.
“No lugar dele, eu iria embora também. Vai sofrer um monte de perseguição política aqui. Vão querer prejudicar ele e a família dele. Então, se ele for embora, ele está certo, está certinho de ir embora mesmo”, disse o prefeito à imprensa nesta terça-feira (27).
Questionado se Flávio não deveria permanecer no Brasil caso não tivesse nada a temer, Abilio afirmou que o senador poderia ser preso injustamente e citou as prisões relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Flávio é alvo de investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal e envolvem suspeitas de irregularidades no financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamado de “Dark Horse”, e de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas cujo dono é Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio.
“O [Jair] Bolsonaro também não deve nada e está preso. Várias outras pessoas do 8 de janeiro não deviam nada e estavam presas até recentemente. Uma mulher que tinha pichado de batom uma estátua ficou presa mais de um ano, dois”, afirmou Abilio.
Embarque para os EUA
Segundo duas pessoas ligadas à família Bolsonaro, o senador chegou aos Estados Unidos na tarde desta terça-feira, acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas.
Segundo as informações divulgadas, o governo do presidente americano Donald Trump estaria ciente da chegada do senador e concederia vistos a ele e aos familiares, permitindo sua permanência no país.
A Polícia Federal também adotou medidas para cancelar os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro, após o descumprimento de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O magistrado havia estabelecido prazo de 24 horas para a entrega dos documentos, em intimação realizada na manhã de segunda-feira (26).
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FONTE: MIDIA NEWS





