O deputado federal eleito Thiago Boava (PL) cobrou uma oposição firme ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no último domingo (25), e afirmou que o petista deverá promover um “loteamento” de ministérios para conquistar apoio de partidos no Congresso Nacional.
Ele vai lotear ministérios e os caciques partidários, que eu já dizia tempos atrás que é o grande problema do Brasil, vão cada um querer pegar uma fatia
Em publicação no Instagram, Boava pediu que os eleitores de direita fiscalizem e pressionem os parlamentares eleitos, para impedir que o novo governo amplie sua base de apoio por meio da distribuição de cargos.
“O que cabe a nós agora? Cobrar posicionamento, porque nós já sabemos o que ele [Lula] vai fazer. Ele vai lotear ministérios e os caciques partidários, que eu já dizia tempos atrás que é o grande problema do Brasil, vão cada um querer pegar uma fatia”, afirmou.
Para o deputado eleito, a atuação dos parlamentares conservadores será fundamental para barrar propostas do Governo Federal e impedir o que considera um agravamento da situação do País.
“Como que a gente vai conduzir o país para bloquear que o que está muito ruim fique ainda pior? Vai ser cobrando. Vai ser você, eleitor, se posicionando e cobrando cada voto que você deu aqui no Mato Grosso, em Minas Gerais, em Rondônia, em Goiás, em São Paulo, no Paraná, por todo o Brasil. Esse vai ser o nosso papel”, disse.
Boava também criticou a influência de dirigentes partidários nas negociações políticas e afirmou que a distribuição de ministérios poderá atender a interesses de grupos, em vez das necessidades da população.
Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). O petista recebeu 64,2 milhões de votos, enquanto o adversário somou 59,8 milhões, garantindo ao presidente um quarto mandato no Palácio do Planalto.
Apesar da derrota na disputa presidencial, partidos de direita e extrema-direita ampliaram sua presença no Congresso. O PL, legenda de Boava e Flávio, terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 parlamentares.
A nova composição, no entanto, não garante maioria automática ao governo ou à oposição, já que a aprovação de propostas depende das articulações entre os partidos.
Questionou resultado

Vivemos em uma democracia relativa, porque todo ano de eleição [há] motivos de sobra para desconfiar do processo eleitoral
Além de cobrar uma postura mais dura da direita, Boava também colocou em dúvida a confiabilidade do processo eleitoral, mas não apresentou provas de irregularidades.
O deputado eleito atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro à abstenção e à decisão de parte dos eleitores de manter Lula na Presidência.
“Não chegamos porque muitas pessoas não foram votar e não sabemos o resultado dessa ausência. Não chegamos porque outras pessoas preferiram o que aí está, preferiram a festa nos presídios, preferiram banalizar as corrupções, preferiram viver como estão vivendo. Ponto. É uma escolha de cada um”, afirmou.
Boava também fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro, alegando que o processo desperta desconfiança a cada eleição.
“Vivemos em uma democracia relativa, porque todo ano de eleição [há] motivos de sobra para desconfiar do processo eleitoral. Infelizmente, mais uma vez foi assim”, disse.
Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro também contestou a eleição, alegando irregularidades relacionadas à ampliação do horário de votação em locais onde eleitores enfrentaram dificuldades de deslocamento.
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FONTE: MIDIA NEWS





