Annie Souza/Rdnews
Carlos Ernesto , o Teti, é um dos apoiadores do governo Lula
O produtor rural Carlos Ernesto Augustin, o Teti (PSB), enaltece a força do agronegócio mato-grossense, mas alerta que isso não deve servir de critério para pressionar a indicação do próximo chefe do Ministério da Agricultura (Mapa), no novo governo do presidente Lula (PT), reeleito para mais quatro anos à frente do país.
Em entrevista exclusiva ao
, Teti, que é aliado do ex-ministro do Mapa Carlos Fávaro (PSD) e tem bom trânsito no agro e entre autoridades do governo, ressalta que a indicação passa por muitas variáveis e que simplesmente ser um estado ou de uma região com grande credibilidade no agro, não significa que sairá de lá o novo ministro. Nos últimos anos, Estado comandou a pasta com figuras como Fávaro, Blairo Maggi e Neri Geller.
“Nós temos uma organização política e econômica muito grande e não é por acaso, tem motivos [escolha de nomes de Mato Grosso]. Mas, eu acho que não se escolhe ministro por região, se escolhe ministro por capacidade. E aí tem a questão partidária, a interlocução é importante. Então, tem uma série de coisas aí que tem que ser levada em consideração”, disse ele, ao avaliar o cenário resistência no Congresso que Lula enfrentará.
Com minoria, a tendência pode ser a busca por acordos com as grande bancadas para assegurar a governabilidade. Em contrapartida, certamente os ministérios de maior holofote entrarão em disputa. Para Teti, a cobiça é natural, dada a relevância do Mapa, ministério estratégico.
“[Essa cobiça pelo Mapa] tem a ver muito com o tamanho [dele], a importância que tem no volume dos negócios do Brasil, na produção do Brasil, a experiência. A FPA fomos nós de Mato Grosso que fizemos, a Associação do Algodão foi nós do Mato Grosso que fizemos, a Associação tda Soja já fui eu que fiz lá do Mato Grosso, entendeu? Então, a verdade é essa”, reiterando que mesmo dentro desse cenário, Mato Grosso possui protagonismo no setor.
Produtor rural e integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Teti se reuniu na terça-feira (27) com a cúpula da entidade, que majoritariamente apoiou Flávio e está desapontada com o resultado eleitoral. Apesar das divergências políticas, ele acredita que será possível manter uma boa interlocução com o setor e avalia que o novo mandato de Lula exigirá equilíbrio, diante da oposição robusta no Congresso Nacional.
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FONTE: RDNEWS







