terça-feira, setembro 1, 2026

WF faz malabarismo para achar Flavio | FOLHAMAX

WF faz malabarismo para achar Flavio | FOLHAMAX

 

O senador e candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), enfrenta um visível processo de isolamento político e boicote promovido pela ala extremista do bolsonarismo do seu próprio partido no estado. A crise interna ganhou contornos públicos nesta segunda-feira (31), quando o parlamentar ficou fora da organização da primeira visita de campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao solo mato-grossense.

Sem ser avisado pela coordenação local, Wellington precisou articular uma operação de logística de última hora para chegar até o candidato à Presidência da República, já de saída no aeroporto de Campo Novo do Parecis. A aproximação improvisada gerou imagens de visível constrangimento antes de Flávio sobrevoar as cachoeiras da região.

O desencontro no interior do estado expôs a fratura exposta do PL em Mato Grosso. Enquanto Fagundes liderar o partido com seu nome na disputa pelo Palácio Paiaguás, os principais prefeitos e lideranças da legenda no estado declararam apoio público à reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), renegando a candidatura própria da sigla.

A margem dada a Wellington ficou evidente no planejamento da comitiva presidencial. As conversas para a vinda de Flávio começaram na semana passada, quando o senador Rogério Marinho (PL-RN) conversou diretamente o exsenador Cidinho Santos (PP). 

Cidinho é o coordenador da campanha de Otaviano Pivetta e primeiro suplente na chapa de Mauro Mendes (União) ao Senado. Ele participou de encontros com empresários em Cuiabá para captar recursos para a campanha de Flávio Bolsonaro, reuniões das quais Wellington Fagundes não foi convidado.

A agenda oficial do presidenciável em Mato Grosso visava gravar material para o programa eleitoral e se reunir com lideranças indígenas na terra da etnia Parecis, onde conheceu lavouras mecanizadas e ouviu demandas por um fundo garantidor de crédito federal para produtores em terras da União.

A articulação foi conduzida pelo deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (PL), e por seu suplente Odílio Balbinotti Filho (PL), que atua como coordenador-geral da campanha de Flávio no estado.

Embora o itinerário final até a comunidade indígena tivesse sido traçado no domingo (30), Fagundes só tomou conhecimento da presença de seu correligionário na manhã de segunda-feira (31).

Para reverter a ausência que selaria publicamente o seu isolamento, o candidato do PL alterou drasticamente sua agenda de campanha e gravou um vídeo das redes sociais ainda no interior de um avião.

Ele viajou acompanhado pelo presidente estadual da sigla, Ananias Filho, pela deputada federal Coronel Fernanda (PL), pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e pelo vereador cuiabano Rafael Ranalli (PL).

A perseguição em busca de um registro ao lado de Flávio Bolsonaro enfrentou desencontros geográficos. Por falta de informações precisas fornecidas pela coordenação, a comitiva de Wellington pousou e se dirigiu inicialmente à aldeia errada.

Para não perder o presidenciável, o grupo se deslocou até o aeroporto municipal de Campo Novo do Parecis. O empenho surtiu efeito no local de desembarque. Fagundes conseguiu falar com Flávio e posar para fotos e vídeos, acompanhado de seu vice na chapa, o empresário Reinaldo Morais (PL), conhecido como “Rei do Porco”. 

FONTE: Folha Max

comando

DESTAQUES

RelacionadoPostagens