domingo, agosto 2, 2026

Medo de ‘chapa derrotada’ faz partidos evitarem Flávio, diz professor

Michelle não dá sinal de trégua e Flávio admite ausência

O isolamento de Flávio Bolsonaro (PL) na busca por alianças nacionais reflete a leitura de que sua candidatura tem “chances grandes de ser derrotada”, avaliou Bruno Bolognesi, cientista político da UFPR (Universidade Federal do Paraná), no UOL News, do Canal UOL.

 

O tema entrou no debate após a convenção do Republicanos em São Paulo, que oficializou Tarcísio de Freitas como candidato à reeleição ao governo estadual e teve menções a Flávio, mas sem anúncio de apoio nacional ao presidenciável. Bolognesi lembrou que Flávio vem tentando ter uma vice mulher, mas não tem conseguido fechar um nome.

 

“Apoio vem com chance de vitória. Partidos fisiológicos, como PSD, Republicanos, União Brasil, são partidos que vão estar no governo, seja Flávio ou Lula. Ninguém vai apoiar uma chapa derrotada. É uma chapa com chances grandes de ser derrotada. Então acho que a avaliação no momento é que a chapa do Flávio tem menos chance que a chapa do presidente Lula e que apoiar isso pode comprometer o futuro desses partidos no eventual governo”, disse Bruno Bolognesi.

 

Para Bolognesi, o movimento dos partidos segue uma lógica pragmática: quanto maior a chance de vitória, maior a tendência de adesão. Ele citou siglas como PSD, Republicanos, Progressistas, União Brasil e MDB como legendas que buscam espaço em qualquer governo.

 

O professor também apontou que a estratégia de Flávio passa por tentar reduzir a rejeição entre mulheres, com a busca por uma vice mulher. Segundo ele, o candidato tem insistido em nomes como Tereza Cristina e Renata Abreu para compor a chapa.

 

osué Medeiros, cientista político da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), concordou que a “perspectiva de poder” pesa mais do que a justificativa formal de arranjos regionais. Ele disse que dirigentes partidários observam o cenário e evitam romper com quem consideram favorito.

 

“O que está fazendo o isolamento do Flávio é a perspectiva de poder. Então não faz sentido você embarcar numa chapa formalmente do Flávio”, disse Josué Medeiros.

 

Medeiros também avaliou que lideranças buscam manter vínculo com Jair Bolsonaro sem “botar todas as fichas” em Flávio. Para ele, a fala de Tarcísio ao dizer que ama Bolsonaro sinaliza fidelidade ao ex-presidente e tenta preservar apoio do seu eleitorado.

 

Bolognesi ainda afirmou ver uma mudança na estratégia dos partidos, com mais foco em fortalecer bancadas no Congresso e governos estaduais. Ele citou o peso do fundo partidário, do fundo eleitoral e das emendas no orçamento como fatores que aumentaram o poder do Legislativo.

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: MIDIA NEWS

comando

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