sábado, agosto 8, 2026

Procurador-geral pede exoneração e Felipe Florêncio assume

Procurador-geral pede exoneração e Felipe Florêncio assume

O procurador Francisco Lopes pediu exoneração do cargo de procurador-geral do Estado nesta sexta-feira (7) ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

 

A saída ocorre um dia após agentes da Polícia Federal vasculharem a sede da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), em Cuiabá, no âmbito da Operação Heritage. Francisco foi um dos alvos da investigação.

 

Ao anunciar a saída do procurador, Pivetta destacou a atuação de Francisco à frente da PGE. “Nós todos que conhecemos você [Francisco] sabemos o quanto você serviu este Estado, teu caráter irretocável, a lealdade ao povo de Mato Grosso”, afirmou o governador.

 

Pivetta designou o procurador Felipe Florêncio para ocupar o cargo. Ele atua na PGE há 13 anos.

 

A Operação Heritage apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e uso indevido de informações privilegiadas relacionado a um acordo de R$ 308 milhões envolvendo o Estado de Mato Grosso, por meio da PGE, e a empresa de telefonia Oi S.A.

 

A Polícia Federal chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento de Francisco e de outros três procuradores do exercício das funções públicas. O pedido, porém, foi negado pelo ministro Flávio Dino.

 

Por outro lado, Francisco foi alvo de outras medidas cautelares, como afastamento dos sigilos bancário e fiscal, proibição de deixar o país, com recolhimento do passaporte, e proibição de contato com outros investigados.

 

A operação

 

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

 

 

As investigações tiveram origem na análise de um acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e a Oi, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.

 

Segundo a PF, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões, mediante uma estrutura composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.

 

Leia mais:

 

STF nega pedido da PF para tirar Casa Civil e PGE do cargo

 

 

 

FONTE: MIDIA NEWS

comando

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