A defesa da democracia e as manifestações contra o fascismo marcaram o ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 11, na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante seu discurso, o ministro Guilherme Boulos (PSOL) afirmou: “Aqui está São Paulo que diz não ao fascismo”.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, também discursou e ergueu uma imagem da Constituição brasileira. Ao mencionar a cena de uma criança levantando uma arma de fogo em ato de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o episódio “chocou as mães brasileiras”.
Mesmo após o encerramento oficial, manifestantes permaneceram na avenida, com gritos contra a candidatura de Flávio.
Nas proximidades do carro de som, cuja estrutura começava a ser desmontada, predominavam jovens com cartazes em defesa da soberania nacional, do acesso à educação e contra a ditadura. Entre as palavras de ordem, o público entoava: “Trabalhador, olha pra cá, eu tô na rua para o seu filho estudar”.
A programação previa uma caminhada até a Rua Augusta, mas a organização encerrou a manifestação após os discursos de Lula e de aliados, entre eles governadores reeleitos do Nordeste e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Com a justificativa de que a Avenida Paulista estava tomada pelo público, os organizadores orientaram os participantes a retornar a suas regiões para “virar votos”.
TSE atende Flávio e manda suspender canal ‘Exército do Lula’
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), no WhatsApp.
A decisão atende a um pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, que acusa o parlamentar de utilizar o espaço para disseminar informações falsas contra sua candidatura. A plataforma tem três horas, a partir da notificação, para cumprir a ordem, que vale até a homologação do resultado do segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro.
O canal reúne mais de 3 milhões de seguidores e é utilizado para divulgar conteúdos de apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na representação, a campanha de Flávio sustenta que o espaço funciona como uma estrutura de distribuição coordenada de mensagens políticas e orienta os participantes a compartilhar publicações em massa para ampliar o alcance nas redes sociais.
Entre os conteúdos questionados estão afirmações de que Flávio teria ligação com milícias, que pretenderia reduzir aposentadorias e benefícios sociais e que planejaria retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Segundo a representação, parte das mensagens já foi considerada falsa pela Justiça Eleitoral em decisões anteriores.
Ao determinar a suspensão, Nunes Marques apontou que a remoção isolada de publicações não seria suficiente para impedir a circulação dos conteúdos pelo canal. A medida, no entanto, se restringe ao espaço no WhatsApp e não determina, neste momento, a suspensão dos perfis pessoais de Janones nas redes sociais.
O ministro também estabeleceu medidas para acompanhar o cumprimento das obrigações da plataforma. A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, deverá apresentar, em até 48 horas, informações sobre as providências adotadas, a existência de outros canais administrados por Janones e um relatório das mensagens publicadas, inclusive aquelas que tenham sido apagadas. A empresa também deverá preservar os registros e metadados do canal por pelo menos um ano.
O pedido para impedir Janones de criar ou administrar outros canais no aplicativo ainda será analisado. A decisão sobre essa medida dependerá das informações solicitadas à empresa.
FONTE: Folha Max
