O deputado federal e senador eleito José Medeiros (PL) disse confiar na eleição de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto e afirmou que apenas um episódio extremo poderia abrir caminho para uma virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
Não é que já ganhou, mas tudo se encaminha para a manutenção do status do primeiro turno
Na avaliação de Medeiros, a vantagem numérica de Flávio sobre Lula no primeiro turno, aliada aos votos dados a outros candidatos, favorece o filho do ex-presidente da República.
“Eu tenho a impressão de que [Lula vencerá] a menos que o Flávio dê uma surra na mãe na fila do INSS. Não vejo como o Lula tirar essa diferença”, afirmou ao MidiaNews.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula, uma vantagem de 2.224.965 votos no País. Historicamente, as eleições presidenciais brasileiras têm favorecido quem termina o primeiro turno na liderança. Todas as sete disputas pela Presidência, desde 1989, decididas em segundo turno foram vencidas pelo candidato mais votado na primeira etapa.
Questionado se há um sentimento de “já ganhou” entre os aliados de Flávio, diante do contexto histórico, Medeiros fez uma ressalva e afirmou que sua avaliação é de manutenção do resultado do primeiro turno.
“Não é que já ganhou, mas tudo se encaminha para a manutenção do status do primeiro turno. A gente está com uma expectativa de vitória muito grande. Agora, como dizia o filósofo: ‘eleição é que nem garimpo, só depois da apuração’”, afirmou.
Herança eleitoral
Na avaliação de Medeiros, Flávio reúne duas vantagens: o apoio dos eleitores de Jair Bolsonaro e uma capacidade maior de conquistar quem rejeita o comportamento do ex-presidente, mas se identifica com suas posições políticas.
Segundo ele, esse perfil facilita a aproximação com uma parcela do eleitorado que votou em Lula em 2022 por rejeição ao pai de Flávio, o então presidente Jair Bolsonaro.
“É um candidato que é palatável a esse público. Tem o fator juventude, é uma pessoa bem instruída, fala calma, conversa, não se irrita, não dá resposta ríspida para o entrevistador. O Flávio se comunicou muito bem com esse eleitor”, afirmou.
Medeiros sustentou que parte desses eleitores não tem identificação com o PT e pode optar por Flávio no confronto com Lula, apesar da rejeição ao sobrenome “Bolsonaro”.
“Tem aquele eleitor de centro que não gosta do nome Bolsonaro, mas ele não tem ojeriza às pautas e ao que o Flávio defende”, disse.
“Flávio é light”
Ao ser questionado sobre a identidade própria de Flávio, para além do capital político do pai, Medeiros citou a si mesmo como exemplo de herdeiro do espólio eleitoral de Bolsonaro.
Ele lembrou que, em 2020, foi candidato ao Senado na eleição suplementar e obteve 138,9 mil votos. Neste ano, com o respaldo bolsonarista, conquistou 977,7 mil votos.
“Esse é o retrato puro do que foi essa avalanche de votos, o fato de o Bolsonaro estar como meu avalista, e o Bolsonaro também é o avalista do Flávio”, disse.
“Agora, óbvio que Flávio veio com um valor agregado para aquele eleitor que gosta de ‘Coca Zero’. O Flávio veio light. O Bolsonaro seria a Coca normal e o Flávio é a Coca Zero. Quem quer um produto mais light é o Flávio. E eu acho que esse valor agregado é que vai acabar trazendo a eleição”, completou.
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FONTE: MIDIA NEWS




