O juiz da 7ª Vara Cível de Cuiabá, Yale Sabo Mendes, determinou o pagamento de uma indenização por danos morais de R$ 10 mil à uma empresária da mineração que levou um “calote” de uma casa de decoração da Capital. Segundo informações do processo, a mulher fechou um negócio de R$ 130 mil com a Casa Bellarte em abril de 2025 para a “aquisição de diversos objetos de decoração para sua residência”.
O serviço seria pago em 13 parcelas de R$ 10 mil cada uma, entretanto, após a quinta parcela, a Casa Bellarte ainda não havia cumprido sua parte no acordo. Ela parou de pagar a casa de decoração, o que fez com que seu nome fosse parar no Serasa.
“Adimpliu 05 parcelas das prestações, totalizando montante de (R$ 50.000,00), contudo, mesmo após decorrer cinco meses do prazo estipulado, não ocorreu nenhuma entrega dos produtos adquiridos na forma contratada, em que diante do inadimplemento da parte demandada e das sucessivas justificativas infundadas, suspendeu os pagamentos remanescentes, o que ensejou, por parte da requerida, o protesto dos boletos e restrição creditícia do nome da autora”, diz trecho do processo.
Em decisão publicada na última segunda-feira (31 de agosto de 2026) o juiz Yale Sabo Mendes revelou que a Casa Bellarte sequer se defendeu no processo. Ele determinou a devolução dos R$ 50 mil pagos pelo serviço não realizado mais uma indenização por danos morais de R$ 10 mil.
“O inadimplemento contratual é fato incontroverso, uma vez que a parte requerida não manifestou, tampouco logrou comprovar a entrega dos produtos adquiridos e parcialmente pagos pela parte autora. No que toca aos danos materiais, impõe-se a procedência do pedido, para condenar a parte requerida ao pagamento ressarcimento do valor das parcelas pagas no importe de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), inerentes aos produtos não entregues e serviço contratado e não realizado pela parte ré”, determinou o magistrado.
O nome sujo da garimpeira contrasta com uma faraônica festa de aniversário bancada por ela no mês de julho de 2026, em Cuiabá, que foi palco de shows particulares de Traia Veia, Zé Neto & Cristiano e DJ Neto. As definições de ostentação foram atualizadas com sucesso no evento, que contou até mesmo com um musical de 15 minutos.
FONTE: Folha Max
